Transformações galopantes nesses novos tempos.



Autor: Maria Helena Simões de Carvalho

Em reunião recente fomos perguntados sobre como a Integral tem buscado estar em sintonia com os novos tempos sem perder o foco nos desafios que surpreendem a cada instante. Com tantas mudanças acontecendo de forma acelerada, existe algum tipo de segredo? Como estar pronto para surpreender sempre e oferecer o melhor conteúdo para os líderes e equipes que precisam se reinventar constantemente?

Na Integral sempre buscamos estudar as megatendências, procurando perscrutar todas as vertentes, diferentes perspectivas que possam servir de parâmetro para nossas pesquisas. Permanentemente voltados a construir conteúdos de total interesse dos líderes, de forma clara e fácil, permitindo imediata aplicação em seus respectivos cotidianos.

Nessa linha temos estudado Jamais Cascio – antropólogo, historiador, filósofo – que traz uma visão futurista mais otimista, sem alarmismo recheado de pesadelo de catástrofe global e total colapso social! Tem trabalhado com a alternativa: e se os seres humanos, e toda a nossa tecnologia, pudessem realmente conseguir mudar as coisas para melhor? Sugere ainda que as tecnologias – à disposição em todas as áreas de nossa vida - ampliem nossa capacidade de percepção para trazer facilidades em realização construtiva e não por um viés sabotador e desgastante que gere mais caos.

As previsões facilitam ampliar nossa percepção e possibilitam traçar caminhos novos e diferenciados. A expansão das novas tecnologias poderá fortalecer ao invés de escravizar.

Anteriormente o acrônimo VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo) foi um norte para estimular transformações como pessoa e profissional, no mundo empresarial, facilitando lidar com os desafios próprios das últimas décadas.

Cascio propõe agora o BANI para lidar com o caos que se instalou e temos vivido. B(frágil) A(ansioso) N(não linear) I(incompreensível) para concretizar as transições internas básicas para dar conta do que virá.

Vamos compreender melhor o conceito – letra a letra:

B = BrittleSistemas frágeis que, apesar de parecerem resistentes, são suscetíveis a se quebrarem a qualquer momento. Isso pode se referir a macroambientes, empresas, mercados, etc.”

“Como enfrentar: É preciso aprender a se preparar para qualquer situação. Fragilidade requer resiliência e despreocupação”

A = AnxiousÉ natural que toda essa fragilidade gere ansiedade, especialmente se tratando de decisões que precisam ser rápidas. Estamos constantemente no limite, esperando as próximas notícias ruins ou oportunidades perdidas”

“Como enfrentar: Ansiedade pode ser amenizada por empatia e mindfulness”

N = Nonlinear “Eventos parecem desconectados e desproporcionais. Não é mais possível atuar de maneira estruturada e pequenas decisões podem gerar grandes consequências, assim como o contrário também ocorre”.

“Como enfrentar: Não-linearidade precisa de contexto e adaptabilidade”


I = IncomprehensibleLógica não faz mais sentido. Mesmo sistemas de big data podem ser contraproducentes, sobrecarregando nossa capacidade de entender o mundo, tornando difícil distinguir ruído de sinal”

“Como enfrentar: incompreensibilidade pede por transparência e intuição”


Nos indicativos de como enfrentar sugere: resiliência e despreocupação – empatia e mindfulness – contexto e adaptabilidade – transparência e intuição. Alcançar tais comportamentos requer um processo de autoconhecimento que permita um melhor entendimento de si mesmo para conseguir apoderar-se (de seus dons, talentos, eficiências, etc) para “empoderar-se”.


Por esta razão se indica tanto o autoconhecimento como básico. Por tantas evidências que a Integral se dedica uma vida inteira a produzir conteúdos que facilitem a conexão com a própria essência, fortalecimento do eu, amadurecimento emocional para conquistar autonomia e alta performance sem estresse.

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